25/02/08

Foi a geração J que inventou a geração L ?

Joaquim Letria é perspicaz, pertinente e certeiro neste seu artigo sobre a Geração J...


... e quer-me cá parecer que a Geração L, no Concelho de Loures foi inventada pela Geração J.



E se se confirmar que será essa rapaziada J a governar-nos? Quererem eles querem. A manobrarem para isso eles estão.
E nós queremos ? E nós deixamos ?


12/02/08

Concordamos que a Câmara ande por aí 8 anos apenas a ganhar tempo?


Viva. A actual gestão da Câmara Municipal de Loures parece disponível para, pelo menos uma vez falar verdade sobre os seus designíos para o Município. E ainda consegue ser delicada.

Efectivamente, aí estão espalhados por todo o Concelho estes paineis publicitários a informar-nos que estão a ganhar tempo. E ainda pedem desculpa pelo incómodo...

Temos de concordar que parece estar-se perante uma nova atitude municipal.

Sendo certo que não se vê outra obra deste executivo municipal que não seja aquele bárbaro pavilhão comprado à EXPO-98 a preço do ouro e plantado no Parque da Cidade em Loures cujas obras se arrastam tanto ou mais que tantas outras, projectadas, negociadas e programadas pela anterior gestão, não podemos esquecer que até agora só temos tido a Câmara e os seus responsáveis a fingir que as obras em curso são da sua autoria e vontade e que não há mais obras porque não há dinheiro.

E assim, com esta expressividade plástica dos painéis publicitários, parece emergir uma outra estratégia de comunicação: dar a conhecer o que já era óbvio para todos nós. Ou seja, que a Câmara pegou nas ideias e projectos do anterior executivo e vai concretizá-los, arrastando-os no tempo até ao momento em que começando a cheirar a novas eleições, teremos um sem número de inaugurações.

Portanto, ganhar tempo, é a palavra de ordem que já estava em prática. Agora está assumida publicamente.

Pronto, não ficamos mais satisfeitos, mas sempre nos resta o conforto de não estarem a enfiar-nos dedos pelos olhos dentro.

Só resta saber: Concordamos que a Câmara ande por aí 8 anos apenas a ganhar tempo?

08/02/08

Sétimo é melhor que terceiro ?

Há por aí alguns mágicos políticos convencidos que com o seu mundo de ilusão, manobras semânticas e muita propaganda nos conseguem convencer que o Executivo Municipal de Loures da coligação PS-PSD é uma boa gestão. Que o Concelho de Loures avança!...
Muitas vezes estas coisas são questão de opinião. Outras nem por isso. É manifestamente o caso que adiante se apresenta. Coisa objectiva, calculada com os mesmos critérios agora e em 2001:

A Marktest realiza anualmente um estudo, o Sales Índex, que calcula o Índice de Poder de Compra Regional. E quais são os resultados:

Em 2001, Loures era o Município do país em poder de compra, logo após Lisboa e Porto;

Em 2007, Loures está já em 7º lugar, tendo sido ultrapassado por Sintra, Oeiras, Gaia e Cascais.

Respondam-me lá então: sétimo é melhor que terceiro ?

Até o ensino da música querem fechar ?

Contra o Fim do Ensino Especializado
da Música em Portugal

14/12/07

Porreiro, pá ?!...



Dizem os dirigentes políticos europeus e o nosso extremoso Sócrates que estamos Tratados. Ou seja, eles trataram do Tratado. Nós não tratámos de nada e certamente não iremos tratar. Não metemos prego nem estopa para a conversa. Assistimos apenas. Uns boquiabertos, outros indignados e outros ainda embevecidos com a parada de estrelas políticas que desfilaram pelos telejornais, o rocócó nacional de algumas ementas servidas às excelências, uma tímida viagem de eléctrico e até com as canetas de prata personalizadas com que o benfazejo documento foi assinado.

O que fica por saber – que as miudezas já nós bem dominamos (bendita comunicação social a nossa) – é o que é que afinal representa para nós, para o nosso dia-a-dia, para o nosso desenvolvimento, para o futuro do país, este tão aclamado – por alguns, daqueles que eu desconfio sempre, porque normalmente o que eles acham bom para mim, eu acho que só é bom para eles – tratamento, perdão, Tratado.

Em geral e apanhando pontas soltas conseguimos ficar a saber alguns dados objectivos:
· Vamos perder eurodeputados, portanto, reduzir a nossa representação política;
· Vamos perder o Comissário Europeu, portanto, reduzir a nossa representação política, o peso da participação e intervenção portuguesa na construção europeia;
· Vamos perder a Presidência rotativa – que vigorava até agora, logo capacidade de influência e marcação de agenda (pelo menos);
· Vamos perder a capacidade de vetar políticas e medidas que sejam contra o interesse nacional;

E o que vamos ganhar ? Objectivamente, são tudo incógnitas, dúvidas e esclarecimentos futuros. Os nossos governantes – e os deliciosos politólogos oficiais do regime – exprimem-se continuamente no sentido de que “contam que”, têm “a convicção que”, “provavelmente”, “pode ser que”. Só garantias, hein?!...

Isto é, têm a mais absoluta certeza na incerteza e, isto, apenas para não reconhecerem que Portugal não ganha nada neste novo rumo da União Europeia. No fundo, tudo o indica, os povos europeus não ganham nada com este tratamento, perdão, Tratado.

Alguém ganhará, por certo, dado o imenso foguetório e as canetas de prata. Lamentavelmente, desconfio que serão os suspeitos do costume e por isso até ficam com pele de galinha quando ouvem falar de referendo.

Irra, não vá o povo, que nada percebe destas coisas, que não vislumbra o enorme êxito político e diplomático alcançado, que coitadinho não sabe quais são os seus interesses, dizer que não quer nada disto. Cruzes canhoto!

Porreiro, pá ?!...

04/12/07

A maior Serra Ilegal da Europa Ocidental ?!...

O Século XXI tem sido pródigo na produção de classificações, rankings, recordes e muitas outras listagens e Portugal é uma verdadeira bailarina dos recordes: consegue ter um pé nas piores classificações de tudo e mais alguma coisa e outro pé, bem alto, no número de recordes, sobretudo dos recordes do absurdo: a maior árvore de natal da europa; o maior chouriço do mundo, o maior assador de castanhas da OCDE, o maior repolho da CPLP; a maior bandeira humana da história dos jogos de futebol a feijões, a maior mesa da Península Ibérica, o maior sobreiro do Alentejo, a maior guitarra acústica do Bairro Alto, o maior canivete do Tratado de Tordesilhas, o maior copo de vinho acima do Paralelo 32, a maior manta de retalhos a Norte do Estreito de Gibraltar e muitos outros primeiros lugares de excelência internacional, se não mesmo extra-planetária. Enfim, coisa nunca vista!...

Mas o verdadeiro recorde, o superlativo, o transcendente, que finalmente porá Portugal no seu justo lugar neste mundo complexo dos dias de hoje, está provavelmente a nascer silenciosamente, conscienciosamente, dedicadamente, encarecidamente e merecidamente no Concelho de Loures.

O actual Executivo Municipal já tentou várias vezes e de várias formas obter o seu recordezito, o seu minutito de glória, afinal um reconhecimento internacional, se não cósmico. Ele foi uma gritaria a propósito de um Casino; umas tropelias a respeito de uma Feira Popular, umas graçolas a propósito de um Hospital, umas tonterias a respeito de campos de golfe em cada escola e um sem número de outros episódios menores, que agora se entende não serem mais que puro aquecimento para a grande façanha, que se anuncia...

Tamtaramtamtam...

Pelo que me é dado a ver a grande aposta é fazer crescer, até à vitória recordística, a Serra da Alrota em Bucelas.

Vede bem pela fotografia junta, o despontar do sucesso. O primeiro grande aterro ilegal, que já supera largamente a vedação, foi integralmente conquistado pelo actual Presidente da Câmara e a sua rapaziada.

Os editores do Guiness Book of Records garantem que com tal feito Portugal já conquistou o afamado recorde "aterro acima de uma vedação posta no chão", mas que na verdade, a candidatura que receberam para futura homologação foi a de "a maior Serra da Europa Ocidental pós Guerra Fria", subscrita por toda a vereação sobre selo branco oficial e com um competente e indubitável despacho sob uma das assinaturas que reza assim: "Eu é que fui da ideia".

Será agora que vamos ter o nosso sonhado recorde ?

26/11/07

Temos por cá gente a pensar nisto ?!...

Por mão amiga, chegou-me da Alemanha, Munster, esta composição de imagens, bem elucidativa. A composição faz a comparação do espaço viário necessário para os seguintes meios de transporte: transporte individual, autocarro e bicicleta.

Como se diz na minha terra, até com os olhos se vê!

Aquilo que se passa em Portugal e em especial na Área Metropolitana de Lisboa, é uma aposta reiterada no transporte individual, no transporte rodoviário de mercadorias, no pleno enchimento das vias, com um sem número de horas perdidas em filas, com consumos milionários de combustíveis fósseis completamente desperdiçados, com contributos muito expressivos para a má qualidade do ar e para o aquecimento global. Ou seja, um disparate pegado.


Mas o futuro próximo, não só não promete nada de novo, como pelo contrário só se pode prever um desgraçado agravamento da situação. Por exemplo, na corda viária Sacavém-Vila Franca de Xira, suportada em 2 únicas estruturas viárias, a Estrada Nacional 10 e a Auto-estrada do Norte, a situação só pode piorar. E já está bastante má. A velocidade de serviço destas vias é tão baixa que devia levar os empresários e os residentes da zona a revoltarem-se e a exigir soluções consistentes e sustentáveis.

Note-se que a Estrada Nacional 10, mantém no essencial o mesmo espaço que tinha no tempo das carroças, mas serve agora um sem número de actividades económicas e milhares de utentes diários. Apresenta-se recortada por um número impar de cruzamentos, acessos, triângulos, rotundas, semáforos, passadeiras. Ou seja, circular é uma aventura tão desafiante como o Labirinto de Creta. Só que nenhum de nós é Teseu... e corremos mesmo o risco de morrer às mãos do Minotauro.

Repare-se bem que a construção na zona não pára e que todos os acessos às novas urbanizações, sejam habitacionais ou comerciais, despejam para a Nacional 10. O número de novos fogos autorizados a construir pelas Câmaras de Loures e Vila Franca de Xira deve ser astronómico e induzirá mais e mais trânsito individual.

Nenhuma destas Câmaras faz qualquer diligência para assegurar transportes alternativos, nem tão pouco para reservar espaço para que no futuro possam haver alternativas.

A via férrea tem sido progressivamente estrangulada e tem muito poucas hipóteses de ser equacionada de outra forma. Não há praticamente espaço para fazer novas estações; Não há um único corredor livre para instalar eléctricos rápidos; Os governos recusam-se a investir no metropolitano - é demasiado caro, dizem; Não há onde instalar vias "bus", para melhorar a velocidade de serviço dos autocarros; Nenhuma das autarquias, constrói vias cicláveis, para viabilizar pequenos percursos em bicicleta; Nem a Câmara de Loures, nem a de Vila Franca, nem mesmo a de Lisboa olham para o Rio Tejo como um recurso de transporte viável e sustentável.

Enfim, temos por cá alguém a pensar nestas coisas ?!...

Estamos mesmo bem entregues!

15/11/07

Caoscavém, é mais fiel não é ?!...

Não é apenas por se plantar prédios onde não cabem;
Não é apenas por se fazerem aterros sobre as linhas de água;
Não é apenas por haver lixo por todo o lado;
Não é apenas por ocorrerem cheias evitáveis;
Não é apenas por o trânsito não circular;
Não é apenas por não haver espaços de estacionamento;
Não é apenas por o Presidente da Junta estacionar em cima do passeio;
Não é apenas porque o Quartel dos Bombeiros nunca mais está pronto;
Não é apenas porque empurraram o Sacavenense para o abismo;
Não é apenas por não haver um único programa cultural decente;
Não é apenas por as obras da Estado da Índia, levarem meses de atraso;
Não é apenas por se deixar degradar as zonas históricas da Cidade;
Não é apenas porque se plantam barracas num local que podia ser nobre;
Não é apenas porque o Clube Recreativo fechou;
Não é apenas porque a sinalização de trânsito envergonha;
Não é apenas porque se estão a desfazer rotundas há pouco construídas;
Não é apenas porque o Parque Tejo Trancão não nasce;
Não é apenas porque o Quartel se vai;
Não é apenas porque o Trancão não despolui;
Não é apenas porque a Biblioteca não aparece;
Não é apenas porque só há um jardim;
Não é apenas porque o Jardim se finou;
Não é apenas porque se pespegou um horrendo cabeçudo;
Não é apenas porque se amputam as zonas verdes;
Não é apenas porque não há ligação à segunda-circular;
Não é apenas porque a ponte é um obstáculo para a outra margem;
Não é apenas porque os estacionamentos estão ocupados por carros à venda;
Não é apenas porque dos onze vereadores da Câmara, três moram em Sacavém;
Não é apenas porque os Bombeiros têm de estacionar as ambulâncias no meio da rua;
Não é apenas porque o Museu da Cerâmica parou no tempo;
Não é apenas porque os passeios são um perigo para os peões;
Não é apenas porque à sede da Junta só chega quem anda ligeiro e sobe bem;
Não é apenas porque a Assembleia de Freguesia é uma indignidade permanente;
Não é por nada.
É apenas por tudo isto (e mais o que aqui ainda falta!).
Pronuncio-me a favor de mudar o nome a Sacavém.
Doravante deveria adoptar-se o topónimo CAOSCAVÉM.
É mais fiel, não é ?!...

15/10/07

Será uma espécie de incontinência ?...

Que se passará na Câmara de Loures ?

O actual presidente e vereação, chegaram ao poder e de imediato meteram em marcha a substituição de competentes técnicos e chefias, por rapaziada com cartão, supostamente, da sua confiança pessoal ou política.

Pouco lhes interessou se as pessoas eram capazes ou competentes, se eram dedicadas ou empenhadas, se nutriam simpatia pelo PS ou não. Estavam a trabalhar com as anteriores administrações ? Então, rua daqui!

E foi assim, que a Câmara de Loures caiu na desorganização, na incapacidade, no mimetismo, na inépcia em que se encontra.

Mas o curioso é que passados apenas alguns anos desta inenarrável gestão, se pode verificar a fuga contínua dos "recrutamentos" para chefias feitos pelo PS. Ou seja, mesmo aqueles que chegaram por amiguismo, cartonismo ou encostadismo, estão a pôr-se a milhas. Vejamos apenas alguns exemplos para corroborar o que se afirma:

Dra. Elisabete Brito - Directora de Departamento Sócio-Cultural;
Arqª Ana Simões - Chefe de Divisão de Educação e Juventude;
Arqº Jorge Catarino - Director de Departamento de Urbanismo;
Arqº Paulo Pais - Director do Departamento do Plano Director Municipal;
Arqº Miranda Correia - Chefe de Divisão de Habitação;
Dr. João Monteiro - Chefe de Divisão de Desporto;
e dizem-me que mesmo a mais recente aquisição dirigente, já está em debandada: a Mestra Ana Paula Assunção.

Será apenas uma espécie de incontinência ?