21/05/09

Serão necessários comentários ?

A imagem acima foi obtida muito recentemente por um munícipe no Parque Urbano de Santa Iria de Azóia, que fez o favor de ma remeter, a par de outras, que ilustra o estado a que chegou de novo aquele Parque.

Não é situação nova. Já antes aqui tínhamos avisado para a decadência progressiva do PUSIA e o estado lamentável a que chega em cada primavera.

Sem mais comentários, ficam os alertas:

1. Seria de esperar que um "Parque Urbano" tivesse a qualidade e dignidade que a população de Santa Iria de Azóia e do Concelho de Loures merecem;

2. Aproxima-se o verão, o matagal seca e transforma-se em combustível;

3. Este combustível expontâneo, coexiste com outros que também existem no Parque, o metano e outros gases, que resultam do facto do Parque estar instalado sobre um antigo Aterro Sanitário e se libertam lenta e controladamente sem perigo. Sem fonte de ignição não são fonte de particular preocupação, mas se inflamados por mato a arder, o que pode vir a acontecer ?

Serão necessários comentários adicionais ?

18/05/09

Pobre Câmara ou pobre Cidade ?



Se me dissessem, há uns anos, que isto seria possível e admitido em Sacavém, não acreditaria. Esta coisa, é um insulto intelectual, uma afronta cultural, um despudor político, uma inqualificável marginalização de Sacavém e dos sacavenenses pelo poder instalado em Loures.


A elucidativa e detalhada explicação sobre como se lê um livro daquela coisa, só teve uma falha: não explica bem como se deve proceder quando está de chuva. Leva-se um capote ? Oferecem sacos plástico para pôr na cabeça ?


Enfim, deve estar previsto explicar lá mais para o Outono, se calhar por ocasião de uma nova inauguração da coisa, não?!...


Ao que chegaste Sacavém!...


Pobre Câmara ou pobre Cidade ?

11/05/09

Será para partilhar connosco?

É a questão elementar. Apenas servimos para lhes pagar os prejuízos ou desta vez será para partilhar connosco ?

08/05/09

Falta muito para chegar o Sócrates ?

O sítio na internet da Câmara Municipal de Loures ainda ostenta, orgulhoso, o anúncio feito por Carlos Teixeira e Durão Barroso (ainda como primeiro-ministro) da conclusão da construção do Hospital de Loures em 2008. Pois sim, 2008.

Resta saber se se trata da preservação de um achado arqueológico, um forte desejo que o tempo não se escoe ou um compasso de espera para o lançamento de uma nova primeira pedra do dito cujo.


Falta muito para o Sócrates cá chegar com a "boa nova" e a primeira pedra respectiva ?

28/04/09

Que fazer com eles ?




A questão programática é basilar para as candidaturas que se apresentarem à eleição da Câmara Municipal de Loures em Outubro próximo. Sou desta opinião porque é indispensável sacudir este Concelho da letargia, urge ter ideias motivadoras, é preciso dar-lhe um rumo, impõe-se unir as pessoas em objectivos comuns (que não se confundem com os meros interesses e apetites urbanísticos destes ou daqueles, poucos).



Mas esta é matéria que pela sua importância merece maior dedicação que breves linhas e ideias gerais e não se esgota no período pré-eleitoral. Bem pelo contrário.



Por outro lado, o futuro Presidente Paulo Piteira e a sua equipa terão de se preparar com tempo para a realidade que vão encontrar quando assumirem funções: os inúmeros assessores, adjuntos, familiares, amigos e correlegionários que a administração do PS "encaixou" na máquina municipal.


Paulo Piteira terá de estar advertido para o facto de, independentemente das funções que desempenham, todas aquelas pessoas, pertencem ao quadro de efectivos do Município. Portanto, na sua esmagadora maioria não sairão, quando mudar a gestão.


A nova administração municipal obriga-se ainda a lidar com todos aqueles cujo carácter oportunista, os faz "mudar de campo" consoante as suas conveniências pessoais. Evidentemente, não cuido aqui dos casos dos profissionais que trabalham e se dedicam ao Concelho de Loures, perdõe-se a redundância, profissionalmente, com a gestão, o Presidente e os Vereadores que os municípes escolhem. Conheço alguns e bem os admiro e respeito.


Falo antes daqueles que sempre encontram outros mecanismos - que não a competência e o empenho profissional - para se insinuarem, para bichanarem mexericos, para intoxicarem, para obterem vantagens, postos e prebendas.


Simultâneamente, Paulo Piteira e a sua vereação terão de ter a lucidez indispensável de não cometer as injustiças, as indignidades e os erros que o PS cometeu no que respeita aos recursos humanos da autarquia em geral e a muitas pessoas individualmente consideradas. Curiosamente, algumas, militantes socialistas de há muitos anos, que foram simplesmente apanhados pela praga de gafanhotos políticos que se lançaram sobre a autarquia, na busca do seu quinhão de poder.


Considero que é indispensável, incontornável, olhar para cada pessoa, perceber o que faz, do que é capaz, que competências e apetências tem. Sem julgamentos prévios, sem preconceitos, sem sectarismos. Há que saber aproveitar o que de melhor cada um tem.


Não poderá acontecer de novo, o que temos hoje à nossa vista em muitos sectores da Câmara: inúmeros técnicos competentes, com provas dadas, que foram e são sujeitos a desvalorização e desconsideração profissional, que são injustiçados nos concursos de ingresso e de acesso, que são menorizados por pedantes políticos ou insuficientes intelectuais cujo cartão partidário ou "encosto" político de conveniência lhes concedeu estatuto de "chefia" de qualquer natureza.

Mas sem dúvida que, sob orientação de critérios de respeito, equidade, eficácia e sob o primado do interesse público, Paulo Piteira terá de extraír à orgânica municipal a incompetência, o oportunismo e a cáfila de dependentes político-partidários sem valor que se instalaram.

Sejamos honestos e desapaixonados, o Município de Loures não precisa dessa rapaziada para nada. Esgotado o tempo do PS, esgota-se o seu próprio tempo. Nada mais ali têm para fazer!

A questão central será: Que fazer com eles?

19/04/09

O regresso do herói ?!...

Paulo Piteira foi anunciado como Candidato à Presidência da Câmara Municipal de Loures. É um facto, importantíssimo, que não posso deixar de saudar.


Neste momento, o Concelho de Loures já está a ganhar, apenas com a sua candidatura.


Uma das minhas vantagens para fazer tal apreciação, deriva directamente do facto de ser natural do Concelho e por circunstâncias da vida ter estado ligado desde muito, muito novo, à sua vida colectiva e, inevitavelmente, à sua vida política.


Por isso, tenho memória. Conheço todos os protagonistas dos últimos 35 anos, pelo menos, porque há também aqueles que conheço há mais tempo. Mas mais do que os protagonistas fisicamente configurados, conheço razoavelmente bem donde vieram e para onde vão, quem são e o que ambicionam. O que fizeram e o que fazem.


Congratulo-me com o regresso de Paulo Piteira. Conheço as circunstâncias em que chegou a Vereador da Câmara Municipal de Loures há uns anos, sei as dificuldades que enfrentou e ultrapassou, sei como evoluíu e o que foi capaz de fazer. Acredito no que é capaz de construir.


Não esqueço que integrou algumas das equipas - verdadeiros heróis do poder local moderno - que guindaram o Concelho de Loures de um subúrbio desqualificado da Capital a um dos mais progressivos, evoluídos e respeitados municípios do país.


A sua candidatura é, por isso, uma muito boa notícia para Loures e para os seus municípes.
A experiência que tem, aquilo que conhece do concelho e das suas gentes, o respeito que tem pelas pessoas, a maturidade política que consolidou, a formação académica que completou, as ideias que revela ter para o Concelho são uma garantia de que temos um candidato que antes de ser Presidente da Câmara já está a ser precioso para o Município.


O seu discurso inicial de candidatura revela bem que sabe ao que vem, que conhece o estado em que as coisas se encontram, identificou com pertinência os problemas e também já avança soluções para inverter o curso actual dos acontecimentos que está a levar-nos de novo para sermos a porta das traseiras de Lisboa, que temos vergonha de mostrar às visitas e aos vizinhos.


Queiramos nós, eleitores, prestar atenção aos conteúdos do que dizem e propõem os principais candidatos e, provavelmente o Concelho de Loures será de novo reconduzido a um rumo de progresso, afirmação e qualidade.


É certo que não chegou cedo. É certo que os outros mais que certos candidatos andam sozinhos - e sem ideias - há muito tempo em campanha eleitoral, mas o desenvolvimento do Concelho de Loures não é uma corrida de 100 metros. É uma maratona. Há muito para correr, muito para sofrer, muita entrega a dedicar, muitos municípes a contactar e a conquistar.


A equipa com que Paulo Piteira possa contar para o acompanhar e o apoio que possa ter da "máquina partidária" que suporta a sua candidatura, serão aspectos decisivos para o seu desempenho já nas próximas autárquicas. Mas o verdadeiro sucesso da sua candidatura, revelar-se-á, do meu ponto de vista, nas autárquicas de 2013.


Quer ganhe já em 2009 ou não, Paulo Piteira será - quer-me parecer - o futuro Presidente da Câmara de Loures.


Se tiver êxito desde já, em 2013 terá a possibilidade de consolidar um projecto que entre 2009 e 2013 certamente não conseguirá ser mais do que a correcção da desastrosa actuação do PS nestes ultimos 8 anos. Se não alcançar já a presidência, terá o tempo necessário - que agora lhe falta - para construir e apresentar a inevitável e incontornável alternativa que precisamos.

É o regresso dos heróis ?

03/03/09

Portas, para que vos quero ?!...

Depois de Cunhal, ter escrito o seu Um Partido com Paredes de Vidro, eis que alguém - seguramente de gabarito intelectual e político semelhante - decide, não escrever, mas concretizar Uma Câmara sem portas.

Desconhece-se por enquanto se dará origem a um livro de filosofia política, orientação partidária ou gestão autárquica. Mas é coisa já aplicada!

Ninguém atesta as razões porque, de um dia para o outro, desapareceram todas as portas das salas e gabinetes do Departamento do Ambiente da Câmara Municipal de Loures, mas são já muitas e variadas as versões e apostas sobre o inaudito e promissor acontecimento.

Os mais crentes, aceitam a tese de que foi um acto de vandalismo gratuito, logo contraditada pelos cépticos que rejeitam a ideia por não ter sido apresentada queixa na polícia;

Alguns, cínicos, dizem que se trata de uma das 200 novas medidas simplex anunciadas pelo Governo, para evitar o aborrecimento de se ser educado, bater à porta e pedir licença para entrar, enfim, burocracias e perdas de tempo, o que é desmentido por cínicos de sinal contrário que dizem que não senhor, que o primeiro-ministro não incluiu a remoção de portas na sua estratégia de implosão da educação e muito menos no simplex;

Os sonhadores acreditam que vai emergir uma nova dinâmica ambiental com esta completa "abertura" de portas. Ao que os menos sonhadores replicam que a imobilidade do ambiente na Cãmara de Loures não se devia às portas fechadas, mas a outros factores bem mais prosaicos (e não dizem quais!...);

Os alinhados apostam que é uma estratégia eleitoral ultra-moderna (provavelmente inspirada na campanha Obama) que ainda há-de fazer com que o Vereador Galhardas seja vereador de novo, mesmo sem ser candidato de ninguém. Os desalinhados riem e apostam que é para se ouvirem melhor e por todos os funcionários, os poderosos gritos com que aquele costuma mimosear algumas das suas visitas e alguns dos seus colaboradores;

Os rectos, dizem que é uma medida de inegável transparência. Os sinuosos, por seu turno, dizem, à boca pequena, que é para toda a gente ver que o Director de Departamento é mais o tempo que lá não está do que o que está;

Vozes dispersas e, certamente, bem intencionadas asseguram que se trata de uma medida sanitária. Para dar ambiente, dizem. Vozes também dispersas mas muito menos bem intencionadas, concordam que é uma medida sanitária, mas garantem que o objectivo é tentar uma barrela atmosférica, para a qualidade do ar interior estar em conformidade com a lei vigente.

Parece pois que a interrogação do momento é, Portas, para que vos quero?!...

10/11/08

A Ministra da Educação está bem de saúde?

Num dos telejornais do fim de semana, ouvi um extracto de uma entrevista da Ministra da Educação a um canal de televisão.

Pareceu-me ouvir a senhora dizer que a manifestação dos professores era uma "uma chantagem não apenas sobre a ministra da educação, mas sobre as escolas e os professores".

Desconfiado de que não teria ouvido bem, fui procurar confirmar e acabei por descobrir o vídeo que é a prova viva da afirmação:

http://ww1.rtp.pt/noticias/index.php?headline=98&visual=25&article=371980&tema=27

Confirmada a coisa, tem de se perguntar à Senhora Ministra: se os professores presentes na manifestação são 80% da classe, estão a exercer chantagem sobre que professores ? Os 20% que lá não estavam ? Ou sobre os próprios 80% que lá estavam ?

A Senhora Ministra da Educação estará bem de saúde?