Mas, não menos massacrante é o economês com que nos querem embrulhar: avultam entre outras pérolas, a distinta "dívida soberana", a enigmática "agência de notação", a seríssima "consolidação orçamental" e mesmo a desconfiável "maior tributação do consumo".
Há coisas que todos os dias nos apetece perguntar. Mesmo que ninguém esteja disponível para responder. Perguntas há-as mais pertinentes e menos pertinentes, mas são sinal de inquietação. E se nos interrogamos e interrogamos sobre o mundo à nossa volta, é porque estamos vivos.
10/03/11
Vem a despropósito ? Ou talvez não ?!...
11/02/11
12/12/10
De que Sá Carneiro tanto se fala ?
“Na sua evolução para um sistema mais justo é necessário o continuado reforço do poder dos trabalhadores na economia”
“Há que impor uma disciplina de actuação do poder económico e dos investimentos, para que ele seja feito com proveito para todos nós e não apenas para os detentores desse poder”
“Quem tenha o mínimo de conhecimentos de história da humanidade ou esteja atento ao panorama social em que vive, não pode evidentemente ignorar a luta de classes”
“É necessária uma política de austeridade. Mas impõe-se que essa política de austeridade não recaia, especialmente, sobre as classes trabalhadoras (…). É preciso que ela se integre numa política de relançamento da nossa economia. Sem isto não há austeridade que valha a pena”
“Numa sociedade em regressão económica acentuada e em que o desemprego muito alto se combina com uma alta inflação, é natural e justo que os trabalhadores procurem assegurar a estabilidade dos seus empregos através de um estatuto de protecção legal que impeça totalmente os despedimentos, por exemplo, ou que dificulte de tal modo que lhes dê segurança”
“O nosso Povo tem sempre correspondido, nas alturas de crise. As elites, as chamadas elites, é que sempre o traíram (…)”
Frases e expressões que me remetem para as questões primordiais:
Ou Sá Carneiro era um político tão cínico e hipócrita como muitos outros que por aí têm andado e não advogava o que dizia e, nesse caso, não tem direito a "mitificação". Quando muito pode aspirar à galeria dos intrujões nacionais, de resto, já bastante repleta;
Ou Sá Carneiro era um político mais sério que a maioria dos políticos que temos conhecido, dizia o que pensava e, então, os trafulhas que se arrogam "herdeiros" de Sá Carneiro, têm de definitivamente "fechar a matraca", assobiar para o lado e disfarçar;
É que se as frases que reproduzo acima, correspondem a genuíno pensamento de Sá Carneiro, de que andam para aí a falar e o que andam por aí a fazer os tais "bispos" sá-carneiristas ? Nada do que dizem ou fazem bate certo com a visão que o seu (deles) mentor defendia para Portugal.
Afinal, de que Sá Carneiro tanto se fala ?
14/11/10
Teremos uma investigação séria e conclusões ?
Sempre achei inacreditável que técnicos municipais e responsáveis políticos do Município de Loures, escrevessem e assinassem que autorizavam aquela construção e aquela actividade em função de um Plano Director Municipal que venha a ser aprovado, num futuro qualquer.
Note-se apenas que a revisão do PDM tem anos e anos de atraso e ainda agora não se prevê quando possa vir a ser aprovado. Apesar disso, a Câmara de Loures autorizou aquela construção no pressuposto hipotético de que o futuro PDM albergará aquela decisão.
Submetido o processo à apreciação da Provedoria de Justiça, é-me agora dada conta do seguinte:
1. "Vem a Provedoria de Justiça empreendendo numerosas diligências junto da Câmara Municipal de Loures (...), em ordem a avaliar da legalidade dos actos de licenciamento praticados";
Abaixo, o fac-simile da comunicação recebida da Provedoria de Justiça:
Evidentemente, tomarei de seguida a iniciativa de contactar a Inspecção-Geral da Administração do Território para saber que diligências fez ou vai fazer para o cabal esclarecimento da matéria, como é sua competência e obrigação.Teremos uma investigação séria e conclusões ?
11/11/10
Para acabar de vez com a cultura ?

Os Museus, depois de profundo estudo ao "importe de abertura" (que deve ser uma expressão sofisticadíssima do dominío dos estudos para encerramentos de museus), fecham ao Domingo:
A ideia é acabar de vez com a cultura, certo ?!...
07/06/10
Cavacada turístico-económica ?

"Sei muito bem daquilo que falo, porque conheço os números", disse.
Estas curiosíssimas declarações de Cavaco Silva, não o cidadão, mas o Presidente da República, merecem alguns comentários e umas tantas perguntas:
1. É interessante a perspectiva de dinamização interna da economia. Mas é confusão minha ou esta é uma visão nova de Cavaco Silva ? Enquanto primeiro-ministro não sonhava, anunciava e queria convencer-nos que lá fora é que era bom ? Que íamos todos ser ricos e passar a ir de férias para o Dubai ou para lá disso ?
2. É duplamente interessante, enigmática mesmo, quando concorda com o aumento do IVA, o que tornará os produtos turísticos em Portugal ainda mais caros;
3. De resto, qualquer português que possa ainda fazer férias fora de casa (ou que ainda tenha emprego, donde adquira o direito a ter férias), basta que passe numa qualquer agência de viagens e rapidamente verificará que lhe custa metade do valor ir para Canárias do que lhe ficaria ir para os Açores, que só pagará metade, se em vez de ir para Tavira for para Cabo Verde, que é muito mais barato ir para Marrocos ou para a Turquia do que para a Figueira da Foz, que lhe faz menos mossa no subsídio ir para Cuba ou Republica Dominicana do que para Albufeira;
4. Conhece os números Sr. Presidente ? Então também sabe do que estou a falar;
5. E para que não se pense que é uma atitude bota-abaixista, esta minha, convido Sua Excelência o Presidente da República a pronunciar-se sobre o “estado da arte” do nosso Turismo. Bom se mais não for, sobre o do seu Algarve natal;
6. Dos preços, dos serviços, dos hotéis, das vias de comunicação, dos transportes, do ordenamento do território, das faltas de água. Mas também das oportunidades e possibilidades que têm os portugueses… e os outros, lá pelo Reyno dos Al’gharbs;
7. Quero-nos então em casa ?!... Enfim, pelo menos perto de casa, para não afectar mais a economia. Para não aumentar a divida externa!
8. Que dirá o Sr. Presidente, quando se conhecer, via revistas cor-de-rosa, por onde anda e por onde andou o jet set responsável pela crise, que estamos nós a pagar?
9. Que recomendações tem o Sr. Presidente a fazer aos responsáveis políticos e, designadamente, aos membros do Governo e Banqueiros sobre férias ?
10. Seria de esperar que depois do estado a que levaram e deixaram levar o país, se lhes abrisse uma estância balnear/spa, estritamente dedicada, por exemplo, no Forte de Peniche que já mostrou – noutros tempos - ter condições para bem receber e o que é nacional, se não é bom, nem é barato, … é nacional!;
Sr. Presidente, as suas declarações são uma “cavacada” turístico-económica, não são ?!...
04/06/10
Efeito Boomerang ?

Após a queda do Muro de Berlim, o mundo ia ser cor de rosa suave, belo, impoluto, desenvolvido, harmonioso, farto, numa palavra: magnífico. Diziam-no, repetidamente e por todas as formas possíveis, os arautos comunicacionais do sistema capitalista.
“A derrota dos regimes comunistas de leste” assegurava – clamaram os ditos – um futuro risonho para aqueles povos, “livres do jugo comunista”.
Um sem número de “comentadores” políticos e económicos, “especialistas” em geo-estratégia, “jornalistas” de primeira linha e os mais destacados “políticos” garantiam em todas as Rádios, TV’s e Cassetes Pirata, que o “mundo livre” mostrava a superioridade da “economia de mercado”, trave-mestra, para eles, da liberdade e do bem-estar.
Eis o que diz sobre o tema o informadíssimo Centro de Informação Jacques Delors:
“Economia
A Hungria tem vindo a ser apontada como um exemplo de sucesso na transição de uma economia socialista para uma economia de mercado, sendo o sector privado já responsável por 80% do PIB. É de referir que 70% das exportações húngaras têm como destino os países da União Europeia. (…) Desde 1997 que a economia húngara tem crescido mais de 4% ao ano, sustentada por um forte sector exportador e pelo investimento estrangeiro.” Fonte: http://www.aprendereuropa.pt/page.aspx?idCat=514&idMasterCat=300&idContent=354
Aí está o exemplo de sucesso na transição de uma economia socialista para uma economia de mercado: A HUNGRIA À BEIRA DA BANCARROTA.
É claro que agora não há poderosas agências noticiosas, nem ilustres comentadores que observem o fenómeno.
12/11/09
A inércia é agora pilar da "gestão moderna"?

E lá continua prometedora, discreta e concisa a informação que se está a estudar a problemática dos mercados municipais. Reza a bendita:
Nos mercados retalhistas avizinham-se inevitáveis transformações, devidas às modificações decorrentes do novo tipo de oferta proporcionado pelas grandes superfícies. Face a esta conjuntura, a Câmara Municipal de Loures está a estudar uma nova política de mercados mais de acordo com as necessidades da população.
19/08/09
Se não for da moirama, a culpa será de quem ?!...
Outros tempos da heróica e façanhuda história nacional deram aos heróicos e façanheiros portugueses, a noção clara que não se podia desdenhar a defesa, fragilizar a atenção e descurar a robustez das nossas fortalezas.Haviam então, por aí, hordas mouriscas (e outras mais anónimas, tal como hoje em dia), sempre prontas a atacar qualquer castelejo mais distraído. São tempos guerreiros que já lá vão. Pelo menos até ver…
Compreender-se-á pois que em Loures ninguém esteja especialmente preocupado com a resistência dos nossos diminutos e pouco influentes castelos.
Contudo, não pode passar em claro que o nosso expoente castelar, o Castelo de Piriscouxe, cuja recuperação e “vida nova” se iniciou em 2001 (com os Presidentes Demétrio Alves e Adão Barata) mantenha o ar de estaleiro.
De facto, continuam por lá umas redes de protecção (já desconjuntadas e que não protegem nada nem ninguém) que, desconfio, teriam a pretensão de manter “isolada” uma parcela do “pano de muralha” cuja sustentação há muito deveria ter sido concluída e ainda não foi.
Em breves contas, há 8 anos que não é finalizada a indispensável obra de consolidação daquela arriscada parte do “castelo”.
E se um destes dias, em vez de um ataque dos mouros que ninguém espera, para já, ocorrer um mero temporal e aquilo tudo cair? E se alguém for apanhado na “armadilha” casteleja ?
Vamos dizer que foi azar? Que a culpa foi do mau tempo e que não conseguimos interferir com os supremos desígnios de S. Pedro?
Pois é, e se não for da moirama, a culpa será de quem ?!...
14/08/09
Será normal ?
Um novo, potente, soberbo, mamaracho-empreendimento, autorizado pela Câmara de Loures para Sacavém (mais um) promoveu, já há meses, a abertura de um buraco substancial na entrada da Rua da Estação.
Para fazer jus ao mamaracho-empreendimento, o buraco que pertence aquele, tem tamanho à proporção do seu progenitor e ocupa praticamente toda a faixa de rodagem.
O trânsito nos 2 sentidos, vai-se fazendo, alternadamente, pela escassa margem, simpáticamente deixada pelos omnipotentes empreendedores imobiliários (sim, porque teriam concerteza autoridade suficiente para cortar a estrada e pronto!...).
Estamos em Agosto e a circulação do trânsito não se revela problemática, mas dentro de 15 dias o cenário vai mudar e não se vislumbra solução para o "buraco".
Nem as dezenas de horas que piquetes dos SMAS têm ali passado a olhar, sabe-se lá se para as profundezas do inferno enquanto os nossos impostos ali são consumidos, parecem ajudar a resolver a questão.
Pergunta-se pois se o mamarracho-buraco está a ser estudado para sarjeta gigante que faça face às próximas e inevitáveis inundações da baixa de Sacavém (a rapaziada que mora por ali, sempre evitava de entrar e sair de casa a nado).
Seja o que fôr que dali venha a nascer, interessaria saber:
É normal que se corte assim uma artéria estruturante na Cidade, mantendo um buraco aberto meses a fio ?
É normal que a Câmara Municipal autorize e a Junta de Freguesia faça vista grossa ?
É normal que alguns façam o que querem da Cidade e todos os outros deixem fazer ?
É normal prolongar a situação por mais tempo ainda ?
Será normal, tudo isto ?!...



